Meu amigo
Ferreira Gullar
Ontem aqui
Hoje lá
Sua Terra
Tem palmeira
Onde emudeceu
O sabiá
Poeta Ribamar
Não o outro
O dono do lugar
Oh, Jesus!
Não o refrigerante
Mas
O sempre presente
Receba-o bem
Gente boa
O Senhor vai gostar
Passeava na feira
Livre
Como um mortal qualquer.
Livre
Era o seu pensar.
Navegou na nau
Vascaína.
Amordaçado, preso e exilado
Nunca calado.
Diziam-no imortal
Porque se deixou levar
Sabe amigo
Imortais são seus livros
Esses nunca vão desencarnar.
Escrito em 06/12/2016
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