A crônica de hoje é uma história que nem Deus acredita.
Eu estava visitando a Alemanha, precisamente em Berlim, a capital que outrora tinha sido dividida pelo famoso e nefasto muro, separando irmãos de irmãos.

Um fato curioso foi que ao passar por perto do zoológico da cidade um senhor estava pedalando sua bicicleta, totalmente despido, na maior tranquilidade do mundo, aproveitando a brisa suave do fim de tarde.
Depois de visitar a loja KaDeWe e comer um chucrute com Eisbein, acompanhado de uma cerveja preta, fui passear perto do Portal de Brandenburgo. Caminhava distraído, envolto nos meus pensamentos, quando ouvi uma voz que dizia: “Ei, poeta brasileiro!” Olhei para o lado de onde parecia vir a voz e não vi ninguém, só reparei que havia uma loja ao lado da calçada.
Foi então que vi que na porta da loja tinha um urso enorme de tamanho natural, Ele era feito de um material que agora não lembro, parecia de pano, talvez. A voz continuou:
— Sim, sou eu que estou falando, sou o símbolo de Berlim.
— O urso, que eu saiba, é o símbolo da Califórnia.
— Quem tá lá é o meu irmão gêmeo.
Pensei com meus botões: isto é uma loucura, tô ficando maluco!
A voz voltou a falar: “Vou te dizer quem vai te ajudar a realizar seu sonho. Quando você voltar ao Brasil, procure o filho de um descendente nosso, cujo nome é Pedro Bial.”
Depois disso eu enlouqueci de vez.
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